Tema: A Persistência na Oração
Texto: Lucas 11.5-8
Introdução:
A oração ocupa lugar de importância no evangelho de Lucas. Ele faz menção do hábito de Jesus orar. Ele nos mostra Jesus como modelo de um filho que se relaciona com o pai através da oração.
Segundo Lucas a oração funciona para Jesus como uma fonte de poder no exercício do seu ministério e também como resistência a tentações messiânicas no sentido popular.
1- Antes de decisões importantes Jesus buscava a Deus em oração;
2- O seu cuidado pastoral para com os seus discípulos é manifestado através de orações especiais em favor deles;
3- Na hora mais angustiosa da vida, é a comunhão com Deus em oração que lhe dá forças e fidelidade para cumprir a sua missão dolorosa;
4- Os últimos momentos da vida de Jesus são uma oração de santo oferecimento, completa consagração e confiança no Pai.
Em Atos, o historiador Lucas nos apresenta uma Igreja que aprendeu a orar:
1 – A vida de oração aparece nas eleições;
2 – No ministério dos apóstolos;
3 – Na vida da Igreja;
4 – Na solução de problemas eclesiásticos, pessoais;
5 – Nos movimentos missionários;
6 – Nos momentos de angústia na vida dos apóstolos.
Explicação do Texto:
Apenas o evangelista Lucas registra esta parábola após uma breve apresentação da oração dominical, e é sobre esta parábola que iremos estudar.
Análise do texto:
Versículo 5 – a) Emprestar um pão a um vizinho cujo suprimento se esgotara, era costume em Israel. Pela manhã aquele que pegou emprestado deveria devolver com um outro pão fresquinho.
b) Um pão naqueles dias não era maior do que uma pedra que pudesse segurar com uma das mãos. 03 desses pães era considerado uma refeição suficiente para uma pessoa.
c) O viajante chegou a meia noite. As viagens a noite eram comuns nesses dias, para evitar o calor do dia.
Versículo 6 – a) Cansado, com fome, ele procurou a hospitalidade do amigo, só que ele pôs seu hospedeiro numa situação embaraçosa: ou se recusava a hospeda-lo por que não tinha pão (recusando a alimentar o seu amigo viajante, faltaria com a norma da época), ou ia procurar o seu vizinho para pedir alguns pães. (Mas procurando o seu vizinho, provavelmente o incomodaria).
Versículo 7 – a) As casas em Israel nas áreas rurais eram pequenas tendo apenas um comodo que era usado como sala de jantar e dormitório. A cozinha ficava do lado de fora da casa.
b) a casa tinha uma porta que permanecia aberta durante todo o dia, mas a noite era colocada uma tranca de madeira que se prendia nas laterais da porta.
c) Esteiras eram espalhadas e usadas como camas nas quais a família dormia.
d) Nesta situação era muito difícil levantar no escuro e procurar algo. Ele teria que se levantar acender a lâmpada, achar o pão e tirar a tranca para abrir a porta.
Versículo 8 – O vizinho não lhe deu descanso, insistiu no pedido. O homem se levantou não por causa da amizade mas por causa da insistência.
Insistência – importunação – Palavra chave nesta parábola. Em todo o Novo Testamento, o único lugar que aparece a palavra anaideia é neste texto traduzido por importunação mais que no original quer dizer (falta de vergonha, descaramento).
O que Jesus quer nos ensinar com esta parábola?
O cristão tem que se esvaziar de determinados sentimentos para buscar a Deus em oração v.5
O homem que recebe a visita sabe que vai incomodar o vizinho, mas ele deixa de lado o seu orgulho, a sua independência, deixa a vergonha de lado, se mostra descarado para conseguir aquilo que estava precisando.
O que a parábola nos ensina não é que temos que ser descarados, sem vergonha, mais sim que precisamos deixar o nosso orgulho e a nossa independência de lado, quando queremos buscar a Deus apresentando as nossas petições. (Jeremias 29.13/ 2 Crônicas 7.14).
Precisamos nos esvaziar dos sentimentos de orgulho e independencia que nos impede de estarmos buscando a Deus de forma intensa.
Quantas vezes o nosso orgulho nos impede de chorarmos diante de Deus, de abrir os nossos corações, de apresentar as nossas necessidades.
Quantas vezes, o nosso orgulho nos impede de estarmos nos colocando de joelho fisicamente e espiritualmente diante de Deus, com os corações quebrantados.
Somos por natureza desejosos em sermos independentes, e queremos espiritualmente sermos independentes também, quando buscamos fazer as coisas do nosso jeito, tomar as nossas próprias decisões. Precisamos aprender a sermos completamente dependentes de Deus.
Ex: Ana deixou o seu orgulho, a sua independência e buscou a Deus em oração de forma intensa, com sinceridade, reverencia, humildade, submissão, fé, zelo e fervor. (1 Samuel 1.9-18 / Salmo 119.2,10)
O Cristão tem que ser perseverante na oração. V.8
O que Jesus quer nos ensinar é que precisamos ter uma atitude incansável, perseverante, sem nos envergonharmos de estarmos na presença de Deus. Quantas vezes desistimos de orar por determinada coisa, por que nos cansamos de esperar, porque não fomos perseverantes. Quantas vezes temos vergonha de pedir a Deus pela mesma coisa por mais de uma vez.
Ana é um exemplo de persistência na oração. Neemias é um exemplo de persistência na oração.
Veja o versículo 9, os verbos: pedir, buscar e bater, no grego, estão no imperativo presente indicando que devemos continuar pedindo, batendo, buscando.
Jesus nos ensina que podemos buscar a face de Deus sabendo que ele irá nos atender. V.8
Se o vizinho acorda a meia-noite e se levanta para emprestar os pães a seu amigo, muito mais fará Deus o Pai, respondendo a oração de seu filho que o procura em necessidade. (Salmo 9.10/ Salmo 34.4).
Amados, Deus é soberano Ele nos conhece e sabe o que é melhor para nós. Há pedidos que jamais serão atendidos: Ex: Jesus no Getsemane/ Moisés querendo entrar na Terra Prometida, Paulo querendo se livrar do espinho na carne. Há pedidos que não são atendidos, porque não temos uma fé persistente.
Jesus, nesta parábola nos ensina a nos apresentarmos diante de Deus Soberano, com uma fé persistente.
Conclusão:
Edgar Hoouver disse: “A força da oração é maior que qualquer possível combinação de poderes controlados pelo homem, pois a oração é o maior meio que o homem tem de recorrer aos recursos infinitos de Deus”.
Seja um discípulo persistente em suas orações, desenvolva a sua fé em Deus.